A boca é uma das partes do corpo humano que reúne o maior número de bactérias em nosso organismo. Estudos mostram que todos os dias convivemos com milhões delas, de aproximadamente 700 tipos diferentes. Pode até parecer assustador, porém, desde que a higienização seja realizada de forma correta, acompanhada de visitas periódicas ao dentista, não há motivos para se preocupar. O alerta surge, porém, quando a assepsia da cavidade bucal é deixada de lado. Muito além da parte estética, o mau hábito pode virar um problema e acabar gerando bolsas entre as gengivas e os dentes, ocasionando a destruição dos tecidos e ossos.

Uma simples gengivite, por exemplo, caracterizada pelo sangramento da gengiva no momento da escovação dos dentes, pode facilitar a entrada de bactérias na corrente sanguínea, num processo chamado de bacteriemia. Uma vez dentro do organismo, elas podem se alojar no coração, provocando uma infecção nas válvulas e artérias cardíacas ou nos tecidos que recobrem o órgão. Em casos graves, isso pode ser fatal.

Outro sério problema causado pelo descaso com a assepsia bucal é a perda óssea. A periodontite (estágio mais avançado da gengivite, em que as bactérias acumuladas se calcificam nos dentes), por exemplo, pode evoluir de tal forma que os microrganismos passam a destruir as estruturas que sustentam os dentes, começando pela gengiva e chegando até os ossos. Entre os sintomas que indicam a presença da disfunção estão o mau hálito, a mobilidade dos dentes e a ocorrência de sangue durante a escovação.

“Essa doença atinge entre 50% e 60% dos adultos, porém, na maioria das vezes, não é diagnosticada corretamente”, aponta a dentista dra. Josie Cunha, proprietária da SA Odontologia Integrada. Ela explica que a simples higienização com escova e fio dental, além de visitas de seis em seis meses ao dentista, ajudam as pessoas a resguardarem-se desse tipo de mal.

A prevenção sempre é o melhor remédio. A importância que o fio dental tem para a limpeza dos dentes é a mesma que o sabonete tem durante um banho.

É preciso ter em mente a importância de um tratamento humanizado, que exceda a relação comercial entre profissional e paciente, buscando cultivar relacionamentos com os pacientes. Eles precisam confiar no que é oferecido e sentir que a preocupação que temos com a saúde deles é real e não apenas um vínculo momentâneo e mercadológico, como existe em outros lugares.

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